O Open Finance é uma maratona

Construir uma empresa é muito parecido com correr uma maratona. Um passo de cada vez, é preciso lidar com dores, decepções, dias de sol quente e invernos frios.

Por Danillo Branco, by finansystech

Construir uma empresa é muito parecido com correr uma maratona. Um passo de cada vez, é preciso lidar com dores, decepções, dias de sol quente e invernos frios. Nos dois casos, é preciso suar a camisa, acordar cedo, dormir tarde e o fim da linha às vezes parece distante demais. Mas nem tudo é frustração: também temos dias de euforia, fazemos amigos e comemoramos muitas vitórias, mesmo que pequenas. No final das contas, tudo se resume a se planejar bem, se adaptar com resiliência e ter fôlego para aguentar o que vem pela frente – sempre olhando o fim da estrada. Metaforicamente ou não.

Aqueles que me conheceram na adolescência sabem que já fui muito obeso, pesei cerca de 137kg, e que graças ao esporte reduzi esse número para 87kg – um processo que ocorreu majoritariamente quando me preparei para Maratona SP City em 2019. O esporte amador ganhou muita notoriedade durante a pandemia. Muita gente percebeu como é importante se manter ativo e a diferença que isso faz no nosso dia-a-dia.

O primeiro ponto é a disciplina. Para correr 42.195 metros você precisa treinar, se alimentar bem e dormir. Nesse meio tempo, você também precisa dividir seus afazeres profissionais, família, amigos e se divertir! Para superar esse desafio entrei naquele então conhecido clube 5 a.m. Ao iniciar meu dia muito cedo, pude associar treinos de longa duração, estudos e o trabalho.

A disciplina está em fazer isso todos os dias. Para correr uma maratona de forma “saudável” é preciso ser disciplinado e consistente, faça chuva ou faça sol. Com a disciplina de treinos e alimentação, consegui reduzir o peso. E o principal, fiz toda a preparação entre 3 e 4 meses sem nenhuma lesão.

Na vida profissional, sou disciplinado para conciliar os diversos objetivos que tenho. Me dedico muito ao Open Finance e guardo cerca de duas horas por dia para aprendizados pessoais e profissionais.

Outro ponto importante é a resiliência. Na minha opinião, existe uma confusão nessa palavra. Alguns interpretam como uma capacidade de aguentar “porrada”, ou situações ruins por um longo período. Para mim, e durante a própria maratona, a ideia de resiliência pode ser resumida a uma única frase: “mais 1km”.

Durante vários momentos da prova, principalmente no quilômetro 32, eu pensei em desistir, mesmo sem uma dor específica ou algo que realmente me afetasse e um sentimento de “o que estou fazendo aqui?” no fim sempre pensava: “me preparei pra isso, estou dentro do planejado, vou em frente, só mais um quilômetro”.

Da mesma forma, por diversas vezes pensei em abandonar projetos, mas no fim sempre acabo com a pergunta: “eu acredito nisso?”, “tem um propósito real?”. Se a resposta é “sim”, eu me mantenho e sigo insistindo para fazer da melhor forma, persistindo naquilo que acredito.

O terceiro ponto é o planejamento. Quando fui provocado por um amigo a participar de uma maratona, tinha completa noção de que não teria conhecimento para fazer tudo sozinho. Por isso, fui atrás de um profissional especializado e planejei todo o caminho.

Para correr os 42km da prova, tive que treinar mais ou menos 630 km, em cerca de 42 sessões de fortalecimento e fisioterapia. Ou seja, precisei me planejar. Para mim, foi fácil perceber que precisamos marcar os pontos de verificação durante o caminho e contar com profissionais especializados para ajudar a trilhá-los.

Na vida profissional não é diferente. Tenho muito claro onde pretendo chegar, mas sempre busco planejar cada passo. Sou muito organizado e planejar as ações me ajudam a saber o caminho.

Para mim, o Open Finance é uma maratona. Mais do que isso, no momento atual, é o Ironman. Sei que para fazer algo desse tamanho, é preciso aprender muito mais, ter muita disciplina para cumprir as agendas e compromissos, muita resiliência com as dificuldades de trazer um modelo disruptivo em um mercado tão fechado e manter o planejamento a cada desafio. Cada vez mais, sabemos que cada passo é importante. Uma hora chegamos lá!

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